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domingo, 22 de outubro de 2017

FESTA DE CRISTO REI (omite-se o XXI Domingo depois de Pentecostes)

MISSA SOLLEMNITATIS DOMINI NOSTRI IESU CHRISTI - UNIVERSORUM REGIS (SOLENIDADE de CRISTO REI do UNIVERSO)                                                                                                                                                                                                                       A Solenidade de Cristo Rei do Universo é relativamente recente. Foi o Santo Papa Pio XI, na primeira encíclica de seu pontificado, quem a estabeleceu, em 1925. Na Quas Primas, o Santo Padre almejava recordar o senhorio de Jesus sobre todos os reinados, governos e instituições. Via isso como tarefa urgente, dada a crescente rejeição dos ensinamentos da Igreja por parte dos homens e seus governantes civis, retirando Jesus Cristo e sua lei sacrossanta tanto da vida particular quanto da vida pública. "Baldado era esperar paz duradoura entre os povos - ditava o Papa -, enquanto os indivíduos e as nações se recusassem a reconhecer e proclamar a Soberania de Nosso Senhor Jesus Cristo"                                                                                                                                                                                                                                                                                         CONSAGRAÇÃO DO GÊNERO HUMANO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

O CORDEIRO, REI do Céu, Primeiro e Último, Alfa e Ômega, que nos resgatou com o seu Sangue, impera do seu Trono, rodeado dos quatro Animais simbólicos da visão de Ezequiel, no esplendor dos sete Candelabros de ouro, diante dos Anjos das sete igrejas, no meio dos vinte e quatro Anciãos cingidos com as suas coroas.
                                                                   
                                                                                                                                                      Indulgência plenária: recitação pública do ato de consagração do gênero
humano Dulcíssimo Jesus, Redentor.                                                                                                                                                                                                                   “Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano, lançai sobre nós, humildemente prostrados na vossa Presença, os vossos olhares. Nós somos e queremos ser vossos; e a fim de podermos viver mais intimamente unidos a Vós, cada um de nós se consagra, espontaneamente, neste dia, ao vosso sacratíssimo Coração.                                                                                                                                 
Muitos há que nunca vos conheceram; muitos, desprezando os vossos Mandamentos, vos renegaram. Benigníssimo Jesus, tende piedade de uns e de outros e trazei-os todos ao vosso Sagrado Coração.

Senhor, sede Rei não somente dos fiéis, que nunca de Vós se afastaram, mas também dos filhos pródigos, que vos abandonaram; fazei que estes tornem, quanto antes, à Casa paterna, para não perecerem de miséria e de fome.
                                                                                                                                    Sede Rei dos que vivem iludidos no erro ou separados de Vós pela discórdia; trazei-os ao porto da verdade e à unidade da fé, a fim de que, em breve, haja um só rebanho e um só Pastor.

Senhor, conservai incólume a vossa Igreja, e dai-lhe liberdade segura e sem peias; concedei ordem e paz a todos os povos; fazei que, de um pólo a outro do mundo, ressoe uma só voz: louvado seja o Coração divino, que nos trouxe a salvação; honra e glória a Ele, por todos os séculos. Amém.”                                 

sábado, 14 de outubro de 2017

CATÓLICOS NÃO ADORAM IMAGENS !!!


Observemos o Texto de Exôdo 20, na sua íntegra (Bíblia Católica e original dos primeiros cirstãos).

"Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei do Egito, da casa da servidão. NÃO TERÁS OUTROS dEUSES diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma do que há em cima no céu, e do que há embaixo na terra, nem do que há nas águas debaixo da terra. Não adorarás tais coisas, nem lhes prestarás culto" (Ex 20,2-5).

Portanto já fica claro que a Proibição NO CONTEXTO, para fabricação de Imagens era de Imagem de deuses.

Qual o objetivo deste mandamento ?

Impedir que os judeus achassem que existem vários deuses. O Deus único, naquele tempo, não tinha ainda corpo. Nosso Senhor ainda não Se havia encarnado no seio da Virgem Maria.

Era, portanto, impossível representá-lo, sob qualquer forma que fosse. Ele não tinha forma.

Os pagãos adoravam milhares de deuses diferentes: Estes ídolos, estes demônios, eram por eles representados em estátuas.

Deus, porém, não tinha um corpo que pudesse ser representado. Ele estava educando o Povo Eleito para que eles não colocassem o culto a Deus em pé de igualdade com cultos a ídolos.

Ele estava mostrando que Deus é único, Criador dos Céus e da Terra, não uma "entidade" a competir com os exus e orixás das idolatrias da época.

O problema, portanto, não era a confecção de imagens, mas a adoração de falsos deuses, o colocar falsos deuses como se fossem deuses de verdade.
O próprio Senhor Deus mandou que fossem feitas várias imagens porque a imagem tem uma função comunicativa, ou seja: é sempre usada para comunicar algo muito importante, é uma estratégia para comunicar-se bem

Esta estratégia é tão eficaz que foi usada pelo próprio DEUS.

Exatamente. o próprio DEUS mandou fazer imagem.

Vamos analisar pelo menos 4 passagens da sua Bíblia mutilada:

Vamos abrir em Nm 21, 4-9.

DEUS libertou o povo Hebreu do Egito através de Moisés e Araão. mandou várias pragas contra os egípcios. De repente, no deserto, o povo começou a murmurar contra DEUS, depois de tudo o que o Senhor fez por ele.

Conclusão:
DEUS mandou uma praga contra os israelitas. A praga das serpentes. Muita gente do povo começou a ser picada por serpentes e morrer. O povo, com medo, converteu-se e foi implorar para Moisés que intercedesse por ele.

DEUS deu uma ordem:

Nm 21, 8 : "faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre um poste. Todo o que for mordido, olhando para ela, com fé, será salvo”

Você não acha esquisito? uma hora Deus proíbe imagem. Outra hora, ele manda fazer uma.

Conseguem enxergar que Deus fez questão de se servir de uma imagem para curar seu povo?

Quando, porém, os israelitas começaram a confundir as coisas e achar que a serpente de bronze era um deusinho a ser adorado, o rei Ezequias mandou derrubá-la para acabar com aquela pouca-vergonha (2 Rs 18,4).

A 2º Passagem está em Ex 25, 10-22

Observe, que: Em Ex 20, 3-6, DEUS PROÍBE FAZER ÍDOLOS.

Já em Ex 25, 10-22 DEUS MANDA FAZER DUAS IMAGENS DE QUERUBINS.

Não seria esquisito um livro proibir fazer imagem e cinco capítulos depois mandar fazer duas?

Em Ex 25, 18 DEUS fala com Moisés :

“Farás dois querubins de ouro; e os farás de ouro batido, nas duas extremidades da tampa...."

Se vc continuar a leitura até o versículo 22, vai ver que DEUS dá as coordenadas de como deveriam ser os querubins.

Uma coisa importante no versículo 22:

" Ali virei ter contigo e é de cima da tampa, do meio dos querubins que estão sobre a arca da aliança, que te darei todas as minhas ordens para os israelitas."



Engraçado!!!

Por que DEUS disse que falaria com os israelitas do meio das imagens dos querubins?

Será que Deus realmente é contra imagem?

Se não fosse importante, será que teria mandado fazer de ouro batido?

Não desista ainda.

Vamos analisar. a 3º passagem da Bíblia

Você sabe que quem construiu o TEMPLO do senhor foi Salomão, ele fez dois querubins gigantes para o interior do Santo dos santos. Este era o local mais sagrado do Templo.

A passagem fala das duas imagens, que também foram revestidas de ouro, inclusive dá até pormenores sobre elas.

Por que será que Deus permitiu a Salomão fazer duas imagens de querubins gigantes (10 côvados = 5 metros, mais ou menos um prédio de dois andares) e colocá-las no lugar mais sagrado do Templo, de onde Ele próprio falava com os israelitas?

Vamos para a 4º passagem?

Ela está neste mesmo livro. Dê uma olhadinha em 1Rs 7, 23-26.

Salomão pede para Hirão (um amigo que faz trabalho em bronze) construir, dentro do templo, 12 bois. Era necessário construir um tanque para purificar as mãos e os pés antes de entrar no lugar sagrado, senão poderia até morrer (conforme Ex 30, 17-21) Hirão construiu um, que parecia uma piscina (mar de bronze).

Em cada lado, construiu 3 imagens de boi. São 4 lados, portanto, 12 imagens.

Entramos então na questão:

Já que o que a Lei dada aos judeus por Deus os proibia de fazer imagens de falsos deuses para adoração, mas Deus não proibia - muito pelo contrário, mandou várias vezes que fossem feitas - imagens de criaturas de Deus para melhor servi-lo.


Haveria por acaso algum problema em fazer imagens das obras-primas de Deus, que são a Santíssima Virgem Maria e os outros Santos?

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

DATAS CRISTÃS X POSIÇÃO DOS PLANETAS NO UNIVERSO !!!

25 DE DEZEMBRO DO ANO ZERO (A.D.):
NASCIMENTO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO




13 DE ABRIL DE 33 (A.D.):
MORTE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO NA CRUZ




23 DE SETEMBRO DE 2017 (A.D.):
MORTE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO NA CRUZ





quarta-feira, 11 de outubro de 2017

SOLENIDADE DO DOGMA DA MATERNIDADE DA SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA (ANO 431: 11 de Outubro)

 O Primeiro Concílio de Éfeso foi realizado em 431 na Igreja de Maria em Éfeso, na Ásia Menor o primeiro dos quatro dogmas marianos é o da Maternidade Divina da Santíssima Virgem  Maria. Foi convocado pelo imperador Teodósio II e debateu sobre os ensinamentos cristológicos e mariológicos de Nestório, patriarca de Constantinopla. Cerca de 250 bispos nele estiveram presentes. O concílio foi conduzido em uma atmosfera de confronto aquecido e recriminações, e condenou o nestorianismo como heresia, assim como o arianismo e o sabelianismo ório, patriarca de Constantinopla, defendia que Cristo não seria uma pessoa única, mas que Nele haveria uma natureza humana e outra divina, distintas uma da outra e, por consequência, negava o ensinamento tradicional que a Santíssima Virgem Maria pudesse ser a "Mãe de Deus" (em grego Theotokos), portanto ela seria somente a "Mãe de Cristo" (em grego Cristokos), para restringir o seu papel como mãe apenas da natureza humana de Cristo e não da sua natureza divina. Os adversários de Nestório, liderados por São Cirilo, Patriarca de Alexandria, consideravam isto inaceitável, pois Nestório estava destruindo a união perfeita e inseparável da natureza divina e humana em Jesus Cristo e acusavam Nestório de heresia, para condená-lo, São Cirilo apelou ao Papa Celestino I, o papa concordou e concedeu à Cirilo sua autoridade para depor Nestório e excomungá-lo. Porém, antes da intimação chegar, Nestório convenceu o imperador Teodósio II para convocar um Concílio ecumênico, para que os bispos defendessem os seus pontos de vista opostos. Assim que foi aberto, o Concílio denunciou os ensinamentos Nestório como errôneos e decretou que Jesus era uma apenas pessoa, e não duas pessoas distintas, Deus completo e homem completo, e declarou como dogma, que a Santíssima Virgem Maria devia ser chamada de Theotokos, porque ela concebeu e deu à luz Deus como um homem. Os eventos do concílio criaram um cisma importante, provocando a separação da região da Síria, formando a Igreja Assíria do Oriente. 

Aos 22 de junho de 431, este dogma foi solenemente definido pelo Concílio de Éfeso explicitamente a Maternidade Divina de Nossa Senhora. Assim, o Concílio de Éfeso, do ano 431, sendo Papa São Clementino I (422-432) definiu se expressou: “Que seja excomungado quem não professar que Emanuel (Cristo)é verdadeiramente Deus e, portanto, que a Santíssima Virgem Maria é verdadeiramente Mãe de Deus, pois deu à luz segundo a carne aquele que é o Verbo de Deus”.    

São Bernardo, num de seus sermões sobre a Anunciação, demora-se em observar Maria no exato momento de seu sim à Maternidade Divina, um sim que mudaria os rumos da história, que recriaria o mundo, que possibilitaria uma nova e eterna comunhão entre Deus e as criaturas. "Ó Virgem piedosa, o pobre Adão, expulso do paraíso com sua mísera descendência, implora a tua resposta. Implora-a Abraão, implora-a Davi; e os outros patriarcas, teus antepassados... suplicam esta resposta. Toda a humanidade, prostrada a teus pés, a aguarda. E não é sem razão, pois do teu consentimento depende o alívio dos infelizes, a redenção dos cativos, a libertação dos condenados, a salvação de todos os filhos e filhas de Adão, de toda a tua raça. Responde depressa, ó Virgem! Pronuncia, ó Senhora, a palavra esperada pela terra, pelos infernos e pelos céus. O próprio Rei e Senhor de todos, tanto quanto cobiçou a tua beleza, deseja agora a tua resposta afirmativa, porque por ela decidiu salvar o mundo. Agradaste a ele pelo silêncio, muito mais lhe agradarás pela palavra ... Se tu lhe fizeres ouvir a tua voz, ele te fará ver a nossa salvação".

São Boaventura (+1274): "Os coros dos anjos, com vozes incessantes, te proclamam: santa, santa, santa, ó Maria, Mãe de Deus, mãe e virgem ao mesmo tempo! Os céus e a terra estão cheios da majestade vitoriosa do Fruto do teu ventre! O glorioso coro dos apóstolos te aclama Mãe do Criador! Celebram-te todos os profetas, porque deste à luz o próprio Deus! A imensa assembléia dos santos mártires te glorifica como Mãe do Cristo. A multidão triunfante dos confessores prostra-se diante de ti, porque és o Templo da Trindade!".

Leitura da Epístola dos

Eclesiástico 24, 23-31
23.Cresci como a vinha de frutos de agradável odor, e minhas flores são frutos de glória e abundância.24.Sou a mãe do puro amor, do temor (de Deus), da ciência e da santa esperança,25.em mim se acha toda a graça do caminho e da verdade, em mim toda a esperança da vida e da virtude.26.Vinde a mim todos os que me desejais com ardor, e enchei-vos de meus frutos;27.pois meu espírito é mais doce do que o mel, e minha posse mais suave que o favo de mel.28.A memória de meu nome durará por toda a série dos séculos.29.Aqueles que me comem terão ainda fome, e aqueles que me bebem terão ainda sede.30.Aquele que me ouve não será humilhado, e os que agem por mim não pecarão.31. Aqueles que me tornam conhecida terão a vida eterna.

 Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 2,43-51    
43.Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem.44.Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos.45.Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele.46.Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os.47.Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas.48.Quando eles o viram, ficaram admirados. E sua mãe disse-lhe: Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição. 49.Respondeu-lhes ele: Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai? 50.Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera.51.Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

SÃO JERÔNIMO e o LEÃO !!!


Numa certa tarde, como faziam todos os dias nas horas canônicas, os monges estavam reunidos ouvindo as lições do dia durante. São Jerônimo estava entre eles e ouvia atento. De repente, todos perceberam que um leão se aproximava. Foi uma correria geral. São Jerônimo manteve a calma: foi o único. Ele levantou-se e foi encontrar-se com aquele hospede não convidado... Era um animal enorme que usava somente três patas para caminhar. A quarta pata ele a trazia levantada. Claro que o leão não poderia falar, mas dava a impressão de querer comunicar alguma coisa e ofereceu a Jerônimo a pata que trazia levantada. O monge a examinou e percebeu que o animal estava gravemente ferido.
Jerônimo chamou o menos medroso dos monges para ajudá-lo a limpar e cuidar do ferimento que estava em carne viva, infeccionado e ainda cheio de espinhos. Jerônimo tratou do animal, retirou-lhe os espinhos e o medicou com unguentos. O animal sarou. Os cuidados oferecidos ao animal amansaram a "besta fera". O leão passou, então a caminhar pacificamente pelo mosteiro. Onde estivesse São Jerônimo, junto estava o animal que se comportava como um animal doméstico.
Jerônimo mostrou aos monges uma primeira lição do episódio: "Pensem sobre isto e vocês poderão encontrar lições de vida. Eu creio que não foi tanto para a cura de sua pata que Deus o enviou até nós, pois, o leão se curaria sem a nossa ajuda. Deus nos enviou esse leão para mostrar quanto a Providencia estava ansiosa para nos prover do que necessitamos para nosso bem."
Os monges sugeriram então que o leão fosse usado para acompanhar e proteger o jumento que carregava a lenha para o mosteiro. E, por muito tempo, assim foi: o leão guardava o jumento enquanto este trabalhava. Um dia, porém, o leão dormiu enquanto o jumento pastava e alguns mercadores que por ali passavam roubaram o jumento. O leão acordou e passou a procurar o jumento. Procurou todo o dia, sem encontrá-lo. Voltou para o mosteiro e ficou diante do portão. Parecia ter consciência de sua culpa: não tinha mais o andar imponente que parecia quando andava ao lado do burrico.
Alguns monges concluíram que o leão tinha comido o jumento. E se recusaram a alimentá-lo, enviando de volta para comece o resto de sua vítima. Será que havia sido o leão que dera cabo do jumento? Jerônimo mandou que procurassem a carcaça do jumento. Eles não encontraram nada e não viram sinais de violência. Ao saber disso São Jerônimo disse: " Eu fico triste com a perda do asno, mas não façam isto com o leão. Tratem dele como antes, deem comida para ele. Ele fará o serviço do jumento: deverá trazer em seu lombo a lenha que necessitamos." E assim aconteceu.
O leão regularmente fazia a sua tarefa, mas continuava a procurar o seu velho companheiro. Um dia do alto de uma colina e viu na estrada homens montados em camelos e um deles montando um jumento. O leão foi ao encontro a eles. Aproximando-se, reconheceu o seu amigo e começou a rugir. Os mercadores assustados correram deixando para trás o jumento, os camelos e a carga que traziam. Como faria um cão pastor, o leão conduziu os animais para o mosteiro. Quando os monges viram aquele desfile inusitada correram até São Jerônimo. E foi até os portões e os abriu dizendo: "Tirem a carga dos camelos e do jumento, lavem suas patas e deem comida para eles. Esperemos para ver o que Deus queria mostrar a este seu servo quando nos deu o leão".
Os monges seguiram as instruções de Jerônimo. O leão começou a rugir de novo e a balançar sua cauda, alegremente. Pesarosos por causa do que pensaram sobre o Leão, relembraram um pensamento conhecido na região: "Irmão, confie na sua ovelha, mesmo que se por um tempo ela pareça um ganancioso rufião. Deus fará um milagre para curar o seu caráter".
Jerônimo, sabendo o que iria acontecer disse: "Meus irmãos, preparem boa água, refrescos e frutas pois, chegarão novos hóspedes que deverão ser bem tratados'. Tudo aconteceu como o Santo pediu. E logo um grupo de mercadores estava diante do portão. Embora tivessem sido bem recebidos pelos monges, correram até São Jerônimo e prostraram-se a seus pés, pedindo perdão e agradecendo o acolhimento. Jerônimo ainda disse aos monges: "deem os refrescos a eles e deixem partir com os seus camelos e suas cargas". Através do Leão, Deus supre as necessidades do mosteiro.
Os mercadores, como retribuição e gratidão, ofereceram metade do óleo que os seus camelos carregavam para que fosse usado nas lâmpadas do mosteiro e ainda deixaram alimentos para os monges. Então, o chefe dos mercadores ainda disse: "Nós daremos todo óleo que vocês precisarem durante todo ano e nossos filhos e netos serão instruídos de também seguirem esta ordem: nada de sua propriedade será jamais tocada por qualquer de nós ". São Jerônimo aceitou a oferta e os mercadores de sua parte aceitaram os refrescos e partiram com a benção do Santo, voltaram alegres para o seu povo.
São Jerônimo, tirando uma lição de toda essa história, respondeu a pergunta que ele mesmo havia feito anteriormente: "vejam meus irmãos o que Deus tinha em mente quando nos mandou o seu leão"!
Esta narração foi adaptada, para dar uma breve explicação do porque a iconografia costuma apresentar São Jerônimo com um leão junto dele.
No livro "Vita Divi Hieronymi" (Migne. P.L., XXII, c. 209ff.) traduzido para o Inglês por Helen Waddell em "Beasts and Saints" (NY: Henry Holtand Co., 1934), é onde podemos encontrar essa narração por inteiro.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Aos pés da SS. VIRGEM de PENHORS (FINISTÈRE, FRANÇA)


Minha avó, nascida em Bigouden (Bretanha, França), foi testemunha oral desta história, que sempre me contava. O relato é simples, vivo e eloquente.
Bem acima da praia de Penhors (Finistère, França) se ergue uma estátua de granito da Virgem Maria, que está a olhar o mar e a abençoar suas vagas. Há séculos, todos os anos, no mês de setembro, acontece um perdão, na capela que está a poucos passos dali. E há séculos, os bigoudens lhe prestam homenagem e a invocam.
Aconteceu que, durante a guerra de 1939-45, a Bretanha foi invadida. Um dia, um destacamento militar da Wehrmacht serrou a cabeça da estátua, lançando-a ao longe, no mar. No dia seguinte ─ estupor! ─ O mar havia levado a cabeça de volta para a areia, deixando-a, justamente, diante da estátua da Virgem.
Acreditando que fosse uma fanfarronice local, os alemães pegaram a cabeça e, seguindo para um lugar mais afastado, tornaram a lança-la ao mar. No dia seguinte, novamente, as águas do mar devolveram a cabeça para o mesmo lugar. Raivosos, os alemães partiram ao largo e, novamente, relançaram a cabeça. Mas ela foi reencontrada, no mesmo local; diante da estátua de Maria. Eles estavam seguros de que, ela não mais retornaria à terra. Porém, na madrugada, lá estava ela, diante da estátua.
Eles ficaram tão espantados e amedrontados, que, imediatamente, repararam a estátua. A partir de então, nada mais aconteceu. Pode-se ver, ainda, na base da cabeça, uma leve e discreta fissura.
por Caroline HARDOUIN

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

VIVA PE. PIO !!! VIVA PE. PIO !!! VIVA PE. PIO !!!


" Durante a Primeira Guerra Mundial , a porta principal do monastério de Nossa Senhora das Graças era fechada todas às noites, depois do toque da hora do Angelus. Uma barra de ferro era colocada na porta e mantinha o monastério a salvo dos intrusos.Uma tarde, o Superior do monastério, o Padre Raffaele, ouviu algumas vozes que gritavam: "Viva o Padre Pio,! Viva o Padre Pio! Viva o Padre Pio!". Imedietamente comunicou ao porteiro, o irmão Geraldo, que alguma spessoas estranhas haviam conseguido entrar , mesmo com as portas fechadas.Disse o Padre Raffaele: Estão debaixo, no corredor gritando todos ao mesmo tempo . Você tem que ir imediatamente onde eles estão e pedir que saiam.
O Irmão Gerardo saiu em seguida para resolver esse assunto. Voltou logo depois e disse: "A porta está fechada e na parte de baixo não há nenhum intruso." O Padre Raffaele estava perplexo. Sabia que havia escutado vozes e não tinha dúvidas nenhuma. Também sabia que no Monasterio Nossa Senhora das Graças. ocorriam alguns "acidentes inusuais.". Esses "acidentes inusuais" quase sempre envolviam o Padre Pio. O Padre Raffaele havia vivido com o Padre Pio o tempo suficiente para saber que Ele vivia em uma realidade sobrenatural. Um dos capuchinos diss: " Padre Pio vivia com um pé na terra e outro no céu."
O Padre Raffaele decidiu perguntar ao Padre Pio sobre essas misteriosas vozes que havia escutado no corredor. Na manhã seguinte disse ao Padre Pio:-
"-Algo muito estranho aconteceu ontem à noite.Todas as portas estavam fechadas e seguras e eu tive certeza de que algumas pessoas,haviam entrado no monasterio. Eu os escutei claramente gritando: Viva o Padre Pio! Viva o Padre Pio! Viva o Padre Pio!. Eu não tenho dúvidas nenhuma sobre o que eu escutei. Quando o irmão Gerardo desceu às escadas para colocar para fora essas pessoas, não havia ninguém ali. Você sabe algo sobre isso?
Padre Pio respondeu:
- Essas eram as almas dos soldados falecidos que havia subido á colina para agradecer minhas orações. Há mais almas de mortos , que de vivos, que sobem à colina do monasterio para pedir minhas orações."

A DEVOÇÃO à CRUZ com uma das MÃOS DESPREGADAS - ESPANHA !!!



Na Espanha, se venera um crucifixo que tem o braço direito desprendido da cruz e abaixado. Aos pés desta imagem de Jesus um dia um pecador confessou as suas culpas, mas o confessor hesitava em absolve-lo.
Ele o perdoou mas disse:
— Procura de não recair mais.
O penitente prometeu, mas era fraco e recaiu. Tornou então ao sacerdote que o acolheu com muita severidade:
— Desta vez não te absolvo!
O penitente replicou:
— Quando eu prometi fui sincero, mas também sou fraco. Padre me dê o perdão do senhor.
Também desta vez o confessor o perdoou mas disse:
— É a última vez!
Algum tempo depois o penitente voltou, mas, o sacerdote disse asperamente:
— Você recai sempre e o seu propósito não é sincero.
O penitente respondeu:
— É verdade padre eu recaio sempre mas é porque sou fraco, sou um doente. Mas o meu arrependimento é sincero.
E o padre responde:
— Não, não tem perdão para você!
Do crucifixo se sentiu um pranto. O cristo desprendeu a mão direita da cruz e levantando-a traçou sobre a cabeça daquele pecador o sinal da absolvição.
Contemporaneamente uma voz da cruz disse ao sacerdote:
— Tu, não derramastes o teu sangue por ele!...